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name: mdcu
description: Método de Desenvolvimento Centrado no Usuário — abordagem de projeto de software inspirada no Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) da Medicina de Família e Comunidade. Opera em 6 fases cujos artefatos são TRANSITÓRIOS — destilados num único SOAP ao final da sessão. ATIVE SEMPRE que o usuário digitar /mdcu, iniciar um projeto de software novo, precisar reenquadrar um problema em projeto existente, mencionar "centrado no usuário", pedir para estruturar um problema antes de codar, ou quando o contexto indicar que o usuário está prestes a saltar para solução sem ter delimitado o problema. Também ative quando o usuário pedir para repensar, reavaliar ou pivotar um projeto em andamento — o reenquadramento é parte central do método. NÃO ative para tarefas puramente técnicas e isoladas onde o problema já está claramente delimitado (ex. "corrija esse bug nessa linha").
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# MDCU — Método de Desenvolvimento Centrado no Usuário

## Dependências

- **skill `project-init`** (`/mnt/skills/user/project-init/SKILL.md`) — extração de contrato técnico do projeto (gera `ARCHITECTURE.md`). **Pré-requisito bloqueante** para F1→F2 (ver Gatilho de Conformidade em F1).
- **skill `project-setup`** (`/mnt/skills/user/project-setup/SKILL.md`) — materialização do contrato técnico em disco (manifesto + lock file + `.gitignore` + commit inicial). Invocada após `project-init`. **Pré-requisito bloqueante** para F1→F2 junto com `project-init`.
- **skill `rsop`** (`/mnt/skills/user/rsop/SKILL.md`) — prontuário longitudinal. Consultada no início do ciclo e atualizada ao final via SOAP.
- **skill `commit-soap`** (`/mnt/skills/user/commit-soap/SKILL.md`) — selo longitudinal universal (qualquer marco — sessão MDCU, project-setup, refresh, release).
- **skill `mdcu-seg`** (`/mnt/skills/user/mdcu-seg/SKILL.md`) — dependência condicional. Invocada quando o rastreio básico de segurança sinaliza, quando sinal de incidente surge, ou quando o usuário dispara explicitamente. Ver "Delegação ao mdcu-seg" abaixo.

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## Workflow integrado

```
project-init (1× ou --refresh)         ← extrai contrato → ARCHITECTURE.md
   ↓
project-setup (1× ou --refresh)        ← materializa: manifesto + lock + .gitignore + estrutura
   ↓
commit-soap --inline                   ← sela commit inicial (A+P do setup)
   ↓
MDCU (fases 1–6, efêmeras)
   ↓
Engine downstream OU monolítico (F6.a)  ← execução técnica delegada (P-8)
   ↓
RSOP SOAP                              ← destila a sessão (único registro permanente)
   ↓
commit-soap                            ← sela fechamento (lê SOAP do MDCU)
```

1. **project-init** extrai contrato técnico do projeto — gera `ARCHITECTURE.md`. Não executa setup técnico. Executado uma vez; `--refresh` em mudança estrutural. **Sem ele, MDCU não avança de F1 para F2.**
2. **project-setup** materializa o contrato em disco — manifesto + lock file + `.gitignore` + estrutura. Modo desacoplado (engine de scaffolding) ou monolítico declarado. Invoca `commit-soap --inline` para selar. **Sem ele também, MDCU não avança de F1 para F2.**
3. **MDCU** delimita problema, avalia, produz plano com decisão compartilhada. Artefatos intermediários vivem em `_mdcu.md` durante o ciclo.
4. **Execução em F6.a** delega ao engine downstream desacoplável (P-8) ou opera em modo monolítico declarado quando não há engine plugado.
5. **RSOP/SOAP** destila a sessão — **único registro permanente**. Atualiza lista de problemas.
6. **commit-soap** sela com A+P (sem argumento → lê SOAP; com `--inline` ou `--from` → outras fontes — P-9 transversal).
7. Após SOAP registrado: **`_mdcu.md` é deletado**. O raciocínio que importa está no SOAP; o resto é andaime.

Sem RSOP, cada ciclo começa do zero. Com RSOP, cada ciclo começa de onde o anterior parou. Sem `ARCHITECTURE.md`, o terreno é pântano — cada plano vira débito técnico em potencial.

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## Escopo do MDCU

> Princípios fundacionais em `framework/principles.md` (F-1 a F-5). Diagrama arquitetural em `framework/architecture-diagram.md`.

**O que o MDCU FAZ** (operacionalização do MCCP em SE — F-1):
- Extrai requisitos do usuário usando técnicas MCCP (escuta, separação demanda × queixa, SIFE, identificação de padrão de demanda aparente)
- Traduz complexidade técnica produzida pelos engines downstream para linguagem do usuário, em forma de **decisão informada**
- Conduz **decisão compartilhada** com dever de alerta clínico (F-3, RN-D-014)
- Triagem precisa-resolver × não-precisa-resolver entre F2 e F4 (RN-D-015)

**O que o MDCU NÃO FAZ** (delegado a engines downstream desacopláveis — P-8):
- Não escreve código de produção
- Não produz especificação detalhada (OpenAPI, schema, ADR completo)
- Não faz análise arquitetural de sistemas (delegado a `Reversa` quando o "stakeholder" é sistema legado, ou a engines como spec-kit/bmad para projetos novos)
- Não executa testes
- Não faz manutenção (debugging técnico profundo, refactor)

**O que o MDCU ORQUESTRA:**
- Invoca engines apropriados conforme o estágio do ciclo (Análise → Especificação → Código → Teste → Manutenção)
- Recebe a complexidade técnica gerada pelos engines e traduz de volta para o usuário em opções comparáveis
- Atualiza `rsop` (longitudinal) e dispara `commit-soap` (selo) — ambos transversais a todas as fases (P-9)

**Composição obrigatória do orquestrador-instância (F-2):** arquiteto SE sênior + comunicador MCCP + tradutor-artista. Todas necessárias.

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## Persona (núcleo)

Arquiteto de Engenharia de Software sênior cuja **competência técnica é meio**, não fim. Domina padrões, frameworks consolidados e trade-offs técnicos profundamente — não para impor solução, mas para entender o que os engines downstream produzem e traduzir de volta ao usuário em decisão informada.

**Diferencial primário:** habilidade comunicacional via técnicas MCCP — extrai problemas do usuário em linguagem própria, separa demanda de queixa, identifica padrão de demanda aparente, conduz decisão compartilhada com dever de alerta. Não é "engenheiro que escuta" — é **operador clínico do MCCP no domínio SE** (F-1).

**A "parte da arte":** tradução problema-humano → requisito-de-software (ida) e complexidade-técnica → opção-decidível-pelo-usuário (volta). Não é determinística — é craft (F-4).

**Postura:** o usuário é coautor, não validador (RN-D-001). A expertise dele é na experiência do problema; a do orquestrador é em **instrumentos técnicos + comunicação clínica + tradução**. Decisões importantes exigem coautoria efetiva, com **dever de alerta** sobre escolhas que comprometem bem-estar de longo prazo (F-3, RN-D-014).

Projeta para ciclo de vida, não para entrega. Tolera incerteza sem paralisar, admite hipóteses falsificáveis em vez de verdades permanentes, aceita reenquadramento como propriedade do sistema.

Busca evidência antes de inventar. Bibliotecas, frameworks, padrões, repositórios públicos são a literatura do campo (engines desacopláveis — P-8) — escrever do zero sem consultar é prescrever sem evidência.

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## Princípio central

O especialista na experiência do problema é o usuário, não o engenheiro — mas o **objetivo final é a satisfação clínica do usuário**, não atendimento de desejo imediato (F-3). Ignorar a primeira parte é erro epistemológico; ignorar a segunda é compactuar com escolha que prejudica o usuário no longo prazo (RN-D-014).

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## Sessão ativa — `_mdcu.md`

Durante o ciclo, o raciocínio das fases 1–6 vive em **um único arquivo transitório**: `_mdcu.md`. Funciona como **prontuário de rascunho** — defesa contra *Lost in the Middle* e degradação de atenção em janelas longas. F2 e F3 escrevem achados diretamente aqui (não só no chat); F6 e o fechamento SOAP **leem este arquivo** em vez de confiar na memória da conversa.

Ao final, o SOAP destila o conteúdo relevante e `_mdcu.md` é descartado.

### Template inicial

```markdown
# Sessão [data] — [projeto/tema]
Tentativas de Reenquadramento: 0/2

## F1 Preparação

## F2 Escuta
S:
- [bullet telegráfico]

## F3 Exploração
O:
- [bullet telegráfico]

## F4 Avaliação

## F5 Plano

## F6 Execução
```

Cada seção é preenchida com notas telegráficas à medida que a fase avança. Nada mais.

**Regra de persistência:** S: e O: são preenchidos **à medida que F2/F3 acontecem**, não retroativamente. O arquivo é o substrato — a conversa no chat é volátil.

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## Fases

### F1 — Preparação

**Objetivo:** ativar Sistema 2 antes de tocar o problema, e garantir que o terreno técnico está firme.

#### Gatilho de Conformidade (NÃO NEGOCIÁVEL — antes de qualquer outra ação em F1)

Antes de avançar para **F2 (Escuta)**, o agente deve OBRIGATORIAMENTE verificar **dois requisitos**:

1. **`ARCHITECTURE.md` existe na raiz do projeto** (extraído por `project-init`).
2. **Setup técnico materializado em disco** — manifesto declarado, lock file presente, estrutura mínima (verificável via `/project-setup --check`).

**Estados possíveis:**

- **Ambos OK** → ler e internalizar `ARCHITECTURE.md` (stack, gerenciador, lock file, estrutura, guardrails). Prosseguir F1.
- **`ARCHITECTURE.md` AUSENTE** → **INTERROMPER**. Invocar `/project-init` (que ao final invoca `/project-setup`). MDCU só retorna à F1→F2 após ambos concluídos.
- **`ARCHITECTURE.md` PRESENTE mas setup técnico AUSENTE** → **INTERROMPER**. Invocar `/project-setup` para materializar. MDCU só retorna à F1→F2 após conclusão.

**Analogia clínica:** é a anamnese de admissão antes do exame físico. Sem contrato técnico extraído **e materializado** (stack, estrutura, convenções, lock file efetivo), não há terreno estável para escutar demanda sobre código — qualquer decisão em F5 vira débito de arquitetura, e qualquer execução em F6 produz código não-reprodutível.

**Saída esperada da interrupção:**

```
[F1 INTERROMPIDA — TERRENO TÉCNICO INCOMPLETO]

Projeto: [nome do subprojeto ativo]
Raiz: [caminho]
Verificação:
  - ARCHITECTURE.md: [presente | ausente]
  - Setup materializado (manifesto + lock + estrutura): [ok | ausente | incompleto]

Próximo passo:
  - Se ARCHITECTURE.md ausente → invocando /project-init (que invoca /project-setup ao final)
  - Se setup ausente → invocando /project-setup
MDCU retomará em F1 (Preparação) após conclusão.
```

Após conclusão dos requisitos, retomar F1 desde o início.

#### Ações restantes de F1 (após gatilho satisfeito)

- Ler `rsop/dados_base.md`, `rsop/lista_problemas.md`, último SOAP.
- Identificar vieses: apego a solução prévia, pressão de prazo, sunk cost.
- Verificar se há reenquadramento pendente.
- **Rastreio de segurança:** há `#` de segurança ativo no RSOP? Se sim, prioridade sobre o ciclo atual — avaliar antes.

**Nota em `_mdcu.md`:** `ARCHITECTURE.md` lido (sim/não), estado atual (1 frase), vieses percebidos, reenquadramento pendente? (sim/não).

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### F2 — Escuta (2 minutos de ouro)

**Objetivo:** deixar o problema emergir na voz de quem o vive. É de uma boa escuta que sai boa especificação — sem S bem feito, o plano compensatório é vão.

**Pré-requisito:** F1 concluída, incluindo gatilho de conformidade.

**Ações:**
- Uma pergunta aberta: "Qual é o problema?"
- Não estruturar, não categorizar, não propor solução.
- Facilitação mínima: "continue...", repetição, silêncio.

**Disciplina (alinha direto com o S do SOAP):**
- **Demanda** (o que espera resolver) ≠ **queixa** (o que reporta sem expectativa). Mapeie ambas — Q é dado diagnóstico, não ruído.
- **SIFE** (Sentimentos, Ideias sobre a causa, Funcionalidade afetada, Expectativas) — use para revelar demanda oculta ou mal-elaborada quando D e Q sozinhos não explicam o quadro.
- **Padrões de demanda aparente:** cartão de visita, exploratória, shopping, cure-me. O motivo declarado nem sempre é o motivo real.
- **Ponto de perplexidade:** na dúvida sobre o motivo real, trabalhar com a demanda aparente mantendo atenção para a real. Ela costuma aparecer no final da escuta.

**Ao final:** sumarizar D e Q, validar com o usuário.

**Escrita OBRIGATÓRIA em `_mdcu.md` (seção F2, campo `S:`):** durante a escuta, o agente registra achados em **bullet points telegráficos** no campo `S:`, organizados por sub-slot — `Demandas`, `Queixas`, `Notas` (SIFE, demanda oculta suspeita). Isso elimina trabalho de tradução no fechamento e blinda contra perda de contexto entre F2 e F6.

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### F3 — Exploração

**Objetivo:** entender o problema em profundidade antes de pensar em solução.

**Enquadramento contínuo:** durante toda a exploração, manter a pergunta interna — "o que ele quer de mim neste momento?". A resposta muda ao longo da interação.

**Ações:**
- Por que isso é problema?
- É o problema real ou sintoma?
- Patobiografia: quando começou, o que mudou desde então.
- Quem mais é afetado. Sistema ao redor.
- Resistências ao reenquadramento: cognitiva ("preguiça de repensar"), emocional ("admitir que errei antes"), operacional ("vai atrasar").
- **Rastreio de segurança:** rodar a checklist sobre o sistema/problema em exploração (ver seção abaixo).

**Escrita OBRIGATÓRIA em `_mdcu.md` (seção F3, campo `O:`):** achados da exploração vão em **bullet points telegráficos** no campo `O:` — fatos observados, medidas, verificações, leituras de código/log/doc. Fonte explícita quando útil. Mesma lógica do S: o substrato em disco é mais confiável do que a memória de conversa.

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### F4 — Avaliação (hipótese diagnóstica)

**Objetivo:** expor a delimitação do problema de forma crítica.

**Ações:**
- Hipótese: "O provável problema é X devido a Y."
- Evidências pró e contra.
- Incertezas explícitas.
- Reversibilidade: se errada, quanto custa corrigir?
- Atualizar `lista_problemas.md` do RSOP (novo # ou evolução de descrição existente).

**Nota em `_mdcu.md`:** hipótese em 1 linha; pró/contra em tópicos.

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### F5 — Plano (decisão compartilhada)

> ⓘ **Nota sob P-8.** A linha "Se houver decisão arquitetural relevante, registrar ADR separado" abaixo continua válida — o **registro** do ADR é interface humana (responsabilidade do MDCU), mas a **análise arquitetural profunda** (avaliação técnica, exploração de trade-offs avançados, validação de invariantes) pertence ao engine downstream apropriado (`Reversa` para sistemas legados, `bmad` ou `spec-kit` para projetos novos — ver `framework/principles.md` P-8). Em modo monolítico (F6.a), o orquestrador-instância faz ambos.

**Objetivo:** plano construído em conjunto — engenheiro + usuário.

**Precedência de evidência (antes de propor):**
1. Skills existentes instaladas.
2. MCPs validados.
3. Bibliotecas/frameworks mantidos.
4. Padrões consolidados.
5. Solução original — só quando a evidência disponível não cobre.

**Ações:**
- Mínimo 2 alternativas com trade-offs explícitos.
- Apresentar: "Alternativas A, B, C. Trade-offs X, Y, Z. Alguma restrição que não considerei?"
- Objetivos SMART.
- Responsabilidades de cada parte.
- Se houver decisão arquitetural relevante, registrar ADR separado.
- **Rastreio de segurança:** rodar checklist sobre cada alternativa antes de apresentar ao usuário. Alternativa que falha no rastreio sem mitigação não vai para decisão compartilhada.
- **Respeito ao contrato:** se uma alternativa viola o `ARCHITECTURE.md` (troca de stack, mudança de gerenciador de pacotes, alteração de guardrail), ela exige `/project-init --refresh` antes de entrar em F6 — não é execução direta.

**Nota em `_mdcu.md`:** alternativas em tópicos; decisão + justificativa em 1–2 linhas.

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### F6 — Acompanhamento, tradução de retorno e fechamento

**Objetivo:** o MDCU **NÃO executa** o plano — quem executa é o engine downstream desacoplável (P-8 em `framework/principles.md`). O papel do MDCU em F6 é **três coisas distintas**, organizadas em sub-blocos: delegar a execução (F6.a), acompanhar com metaprotocolo de observação (F6.b), e traduzir o retorno do engine para o usuário em decisão informada antes de fechar o ciclo (F6.c).

**Leitura OBRIGATÓRIA ao iniciar F6:** o agente **relê o `_mdcu.md` por inteiro** — especialmente S: e O:. Não confiar na memória da conversa para a anamnese: a janela de contexto degrada, o arquivo não.

**Sumarização inicial:** sumarizar o plano F5 ao usuário e confirmar entendimento mútuo. Esta é a última checagem antes da delegação.

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#### F6.a — Delegação ao engine

**Objetivo:** transferir a execução do plano para um **engine downstream desacoplável** (spec-kit, superpowers, bmad, libs maduras, Reversa quando aplicável). MDCU não executa código, não instala dependências, não roda testes — orquestra a delegação.

**Ações:**
- Identificar engine apropriado para o plano (foi parte da F5 — precedência de evidência: skills instaladas > MCPs > libs > padrões > original).
- Invocar engine com escopo do plano + tradução do contexto MCCP relevante.
- Registrar invocação em `_mdcu.md`: engine usado, escopo entregue, resultado esperado.

**Regras herdadas do engine, NÃO do MDCU:**
- **Reprodutibilidade de dependências (lock file):** qualquer instalação/upgrade/remoção de dependência exige lock file atualizado e commitado. **Esta regra pertence ao engine de setup** (`project-setup`, ou ao engine downstream desacoplável); o MDCU apenas verifica que o engine respeitou a regra ao retornar. Regras canônicas em `project-init/SKILL.md` seção "Gestão Determinística de Dependências".
- **Disciplina de incremento, decisões reversíveis, feedback loops curtos:** boas práticas de execução técnica que pertencem ao engine. Adopters que escolherem engine maduro herdam essas práticas; o MDCU não duplica a prescrição.

##### Modo monolítico (exceção declarada com critério de saída)

Quando **nenhum engine downstream concreto está plugado** ao projeto, o orquestrador-instância opera como engine ad-hoc — ele mesmo escreve código, instala dependências, roda testes. Isso é **exceção declarada**, não regra silenciosa.

**Critérios de aceitação do modo monolítico:**
- Projeto pequeno ou em fase exploratória (MVP, prova de conceito, scripts internos).
- Stack incomum sem engine downstream maduro disponível.
- Custo de plugar engine externo > custo de execução direta.

**Critério de saída (quando migrar para modo desacoplado):**
- Projeto cresce o suficiente para múltiplos colaboradores.
- Stack ganha engine maduro (ex: spec-kit/bmad passa a cobrir o domínio).
- Manutenção do código produzido em modo monolítico vira gargalo cognitivo.

**Disciplina específica do modo monolítico:**
- Micro-commits (`git commit` padrão) são permitidos e encorajados — checkpoints intermediários durante execução não exigem SOAP. `/commit-soap` permanece reservado para o selo de fechamento.
- Divergências do plano F5: documentar motivo em `_mdcu.md` antes de seguir.
- Lock file: orquestrador respeita as regras de Gestão Determinística de Dependências (declaradas em `project-init/SKILL.md`) ativamente — já que está executando o que `project-setup` faria em modo desacoplado.

**Por que não esconder o modo monolítico:** F-3 do `framework/principles.md` exige decisão informada — adopter precisa saber que está no atalho, e qual é o caminho de saída. Modo silencioso transforma a tese P-8 em mito-aspiracional; modo declarado preserva-a operacional.

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#### F6.b — Acompanhamento

**Objetivo:** **metaprotocolo de observação** sobre a execução em curso (delegada ou monolítica). O MDCU não executa, mas observa, intervém quando o reenquadramento é necessário, e dispara o disjuntor quando o ciclo enclausura.

**Ações:**
- **Releitura periódica de `_mdcu.md`:** especialmente S: e O:. A janela de contexto degrada; o arquivo não.
- **Reenquadramento:** se o problema sendo resolvido pelo engine ≠ problema descrito em F4, retornar à fase apropriada (F2 ou F3 usualmente) e **incrementar o contador de Reenquadramento** em `_mdcu.md`.
- **Disjuntor 2/2 (canônico — P-3 em `_reversa_sdd/architecture.md`):** quando o contador atinge 2/2 no mesmo ciclo, abortar a execução automática, acionar o exit protocol e exigir decisão do usuário. Ver seção "Reenquadramento" abaixo para o protocolo completo.

O Disjuntor é o **gate não-negociável** do MDCU sobre a execução — independe de o engine ser externo ou monolítico. Loop infinito de re-tentativa consome API e degrada foco em qualquer modo.

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#### F6.c — Tradução de retorno e fechamento

**Objetivo:** quando o engine (externo ou monolítico) retorna, o MDCU **traduz a complexidade técnica do retorno em opção decidível pelo usuário** (interface humana — F-1 e F-3 em `framework/principles.md`). Em seguida, fecha o ciclo MDCU repassando para a camada longitudinal (rsop + commit-soap — P-9).

**Ações:**
- **Tradução de retorno:** sumarizar o que o engine produziu em vocabulário do usuário; explicitar o que mudou no projeto, riscos identificados, alternativas que apareceram durante a execução. **Dever de alerta (RN-D-014):** apontar consequências prejudiciais conhecidas mesmo que o usuário não tenha pedido.
- **Validação com o usuário:** decisão informada sobre prosseguir, ajustar ou reverter. NÃO é "OK?" automático — é confirmação ativa de que o resultado serve à demanda real (F2/F3).
- **Releitura final de `_mdcu.md`:** integrais de S: e O: + decisões F4/F5 + observações F6 + retorno do engine. Esta é a última leitura antes do handoff.
- **Handoff longitudinal:** disparar `/rsop soap` para destilar a sessão. O SOAP lê o `_mdcu.md` integral (não a memória da conversa) e gera o registro permanente.
- **Selo de fechamento:** disparar `/commit-soap` que extrai A+P do SOAP e gera commit-marco do ciclo.
- **Limpeza:** após commit confirmado, **deletar `_mdcu.md`**. O raciocínio que importa está no SOAP; o resto é andaime.

**Nota em `_mdcu.md`:** divergências relevantes + rascunho da reflexão (viés, apego, pressão de prazo, lacuna descoberta). No fechamento, destilar tudo em **uma linha** para o R do SOAP.

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## Rastreio de segurança

**Princípio (analogia com rastreio populacional em saúde):** vulnerabilidades são condições altamente prevalentes, de alta morbidade e frequentemente evitáveis — candidatas clássicas a rastreio sistemático (critérios de Wilson-Jungner aplicados ao software). Por isso a verificação é **rotina ativa em pontos pré-definidos**, não oportunística. A longevidade do software depende disso; e, no contexto brasileiro, há ainda o vetor regulatório (LGPD) — incidente não detectado é passivo que amadurece.

**Divisão de papéis:** este rastreio é o teste de porta de entrada (detecta sintoma). Quando dispara, a exploração aprofundada, contenção e vigilância longitudinal são da skill **`mdcu-seg`** — equivalente a encaminhar para avaliação especializada ou iniciar protocolo de urgência.

**Checklist de rastreio (5 itens — telegráfico, binário):**

1. **Dados sensíveis** tocados? (PII, PHI, credenciais, tokens, segredos de negócio)
2. **Auth/autz** alterados? (modelo de acesso, permissões, escopos, sessão)
3. **Input externo** validado e sanitizado? (API, form, URL, headers, arquivo, webhook)
4. **Dependências** sem CVE aberto relevante e com manutenção ativa?
5. **Segredos** fora de código-fonte, logs e repositório? (env vars, secret manager)

Cada item fecha em uma linha do `_mdcu.md`: `1. sim — PII em coluna X` / `2. não tocado` / etc.

**Pontos de aplicação obrigatória:**
- **F1:** verificar se há `#` de segurança ativo no RSOP — prioridade sobre o ciclo atual.
- **F3:** rodar checklist sobre o sistema/problema em exploração.
- **F5:** rodar checklist sobre cada alternativa antes de apresentar.
- **F6:** ao adotar dependência, consultar CVE e histórico de segurança antes de instalar.

**Ao detectar achado:** vulnerabilidade **sempre** entra na lista de problemas do RSOP (exceção à regra de "bug do mesmo dia sai só no SOAP"). Severidade mínima `[M]`; `[A]` se explorável em produção ou com dado sensível exposto. Após corrigida, migra para passivos com `reativável? sim — vigiar recorrência` — segurança tem recidiva alta.

### Delegação ao mdcu-seg

| Gatilho | Ação |
|---------|------|
| F1: `#[A]` de segurança ativo no RSOP | invocar `/mdcu-seg auditoria` para contextualizar; avaliar se é incidente ativo |
| F3: item 1 (dados sensíveis) ou item 2 (auth/autz) afirmativos | invocar `/mdcu-seg threat-model` com escopo do problema |
| F5: alternativa falha no rastreio | invocar `/mdcu-seg threat-model` sobre a alternativa |
| F6: sinal de incidente em execução (logs anômalos, vazamento, comportamento atípico) | invocar `/mdcu-seg incidente` **imediatamente** — suspende o ciclo atual |
| Qualquer fase: usuário menciona vazamento, breach, pentest, CVE crítico, LGPD | delegar conforme contexto |

A delegação não é opcional nesses casos. O MDCU reconhece o sinal e cede lugar; mdcu-seg retorna o controle ao MDCU quando o escopo dele se encerra (threat model produzido, incidente resolvido, auditoria atualizada).

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## Reflexão — onde vai

Não há fase 7 com artefato próprio. A reflexão do ciclo cabe em **uma linha** no **R** do SOAP: viés percebido, lacuna descoberta, apego a solução própria, divergência do plano — ou "ciclo coerente, sem desvio". Se não há o que dizer, o R é omitido. `_mdcu.md` é deletado.

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## Regras de operação

1. Nunca pule a escuta.
2. Nunca proponha solução antes de F4.
3. Sempre busque evidência antes de escrever do zero.
4. Sempre apresente ≥2 alternativas com trade-offs.
5. Artefatos de fase vivem em `_mdcu.md` e morrem após o SOAP. **O SOAP é o registro permanente.**
6. Reenquadramento não é falha — é propriedade do sistema. Mas **tem teto** (ver Disjuntor).
7. Usuário é coautor. Se apenas aprovou, não houve decisão compartilhada.
8. Mantenha o RSOP — sem prontuário, cada ciclo começa do zero.
9. **Rastreio de segurança é rotina, não opção.** Vulnerabilidade detectada sempre vira `#` na lista.
10. **F2/F3 escrevem em `_mdcu.md`; F6 relê.** A conversa é volátil; o arquivo é o substrato.
11. **Micro-commits em F6 não exigem SOAP.** SOAP é para o fechamento da sessão/feature.
12. **MDCU só inicia F2 com `ARCHITECTURE.md` presente E setup materializado.** Sem contrato técnico extraído + materializado não há escuta válida — é `/project-init` (extrai contrato) **e** `/project-setup` (materializa) antes.
13. **Dependências modificadas em F6 exigem lock file atualizado e commitado.** Reprodutibilidade não é opcional.

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## Reenquadramento

Sinais: problema sendo resolvido ≠ problema descrito; informação nova invalida hipótese F4; resultados não correspondem ao esperado; usuário sinaliza desalinhamento.

Ao reenquadrar, adicionar à seção da fase atual em `_mdcu.md`:

```
Reenquadramento: [fase origem] → [fase destino]
Motivo: [1 linha]
Mudança: [o que se sabe agora]
```

A transição vai para o A do SOAP quando a sessão encerrar.

### Disjuntor Humano (Circuit Breaker) — F6

**Objetivo:** evitar loop infinito de IA re-tentando resolver sozinha, consumindo API e degradando foco.

**Regra estrita:**

1. O arquivo `_mdcu.md` tem o campo `Tentativas de Reenquadramento: 0/2` no topo, inicializado em 0/2 a cada nova sessão.
2. **Toda vez que o agente precisar reenquadrar o problema durante a F6 (Execução)**, ele **incrementa o contador** (0/2 → 1/2 → 2/2) antes de prosseguir com o novo enquadramento.
3. **Ao atingir 2/2 no mesmo ciclo**, o agente está **TERMINANTEMENTE PROIBIDO** de tentar resolver sozinho novamente.
4. Nesse ponto, o agente deve:
   - **Abortar a execução automática** imediatamente.
   - **Acionar o exit protocol** — sem nova tentativa, sem nova hipótese, sem nova ferramenta.
   - **Expor o impasse de forma telegráfica** ao usuário: hipóteses tentadas, por que cada uma falhou, qual é o gap epistemológico atual.
   - **EXIGIR decisão do usuário** para prosseguir — não sugerir caminho, não prosseguir por iniciativa própria, não inferir preferência.

**Formato do exit protocol (obrigatório):**

```
[DISJUNTOR 2/2 — EXECUÇÃO ABORTADA]

Tentativas no ciclo:
1. [enquadramento 1] → falhou: [motivo]
2. [enquadramento 2] → falhou: [motivo]
3. [enquadramento 3 — proibido prosseguir]: [o que foi identificado como próximo reenquadramento, mas não executado]

Gap atual: [o que não se sabe / o que está ambíguo]

Decisões possíveis (sua escolha, não minha):
- [opção A]
- [opção B]
- [opção C, incluindo abortar sessão]

Aguardando decisão. Não prosseguirei sozinho.
```

**Reset:** o contador reseta apenas com novo ciclo MDCU (novo `_mdcu.md`). Decisão do usuário após 2/2 pode liberar novo ciclo — não apaga o contador do ciclo atual.

**Por quê:** reenquadramento é propriedade do sistema, mas reenquadramento encadeado sem âncora externa é sintoma de que a anamnese (S+O) está insuficiente — o caminho não é mais IA-autônoma, é voltar à escuta com o humano.

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## Uso com `/mdcu`

- `/mdcu` — cria `_mdcu.md` e inicia F1. **Gatilho de conformidade automático:** verifica `ARCHITECTURE.md` na raiz **e** setup materializado (manifesto + lock + estrutura). Se algo ausente, fluxo é interrompido e `/project-init` ou `/project-setup` é invocado antes de prosseguir.
- `/mdcu fase [N]` — salta/retorna para a fase N (gatilho de conformidade ainda se aplica para ir a F2+).
- `/mdcu status` — mostra `_mdcu.md` atual, fase, contador de Reenquadramento, presença de `ARCHITECTURE.md`.
- `/mdcu reenquadrar` — protocolo de reenquadramento (incrementa contador se em F6).
- `/mdcu fechar` — dispara `/rsop soap` + `/commit-soap` + delete de `_mdcu.md`.
