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name: regras-comuns
description: >
  Skill de referência centralizada com as regras inegociáveis usadas pelas
  outras skills do ecossistema Entre Mentes (fabrica-de-posts, fabrica-de-artigo,
  verificacao-posts, verificacao-artigo, auditor-p, humanizer, pesquisa-academica).
  NÃO dispara sozinha por trigger do usuário. É lida no início das skills que
  produzem ou auditam texto. Mudou regra → muda aqui → todas as outras herdam.
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# Regras Comuns — Ecossistema @psi.entre.mentes

Skill de referência. Não tem fluxo próprio. As outras skills leem este arquivo
no início pra herdar IRON RULES, lista de filler, padrões anti-IA, atalhos APA
e templates compartilhados.

## Como usar este arquivo a partir de outra skill

No início do SKILL.md da skill consumidora, incluir:

```
<required_reading>
0. Leia `/mnt/skills/user/regras-comuns/SKILL.md` — IRON RULES universais
</required_reading>
```

Skills atuais que devem importar: `fabrica-de-posts`, `fabrica-de-artigo`,
`responde-comentarios`, `verificacao-posts`, `verificacao-artigo`, `auditor-p`,
`pesquisa-academica`, `humanizer` (sub-mode pós-CoVe).

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## IRON RULES universais

Aplicáveis a TODO texto produzido pelas skills do ecossistema (post, artigo,
relatório de auditoria, output de verificação).

### Escrita

1. Sem travessões longos (—). Usar vírgulas, pontos, parênteses ou conectores.
2. Sem bullet points em texto pra publicação (post, artigo, capítulo). Bullets
   são permitidos em outputs operacionais (relatórios de verificação, tabelas
   de status, schemas).
3. Prosa corrida. Variar o comprimento das frases, porque frase atrás de frase do
   mesmo tamanho soa de máquina, e o defeito oposto, frase curta em série, soa
   picado. O comprimento ideal varia por registro, a régua é não ser uniforme.
4. Português brasileiro. Registro semi-informal com autoridade.
5. Default = profundidade. Cortar simplificações que sacrificam precisão.
6. Fluidez vem de encaixe, não de muleta. O que costura um texto é a subordinação
   (porque, já que, embora, de modo que) e a cadeia dado-novo, começar a frase no
   que já foi dito e terminar no que é novo. Empilhar conector no início das frases
   (Além disso, Portanto, No entanto) pesa o texto e soa a
   IA, e densidade de conector de superfície anda junto com texto pior, não melhor.
   O mecanismo da fluidez é o mesmo em qualquer registro, só o tamanho da frase
   muda.
7. Cravar o bottom-line. O que a memória retém é o sentido de fundo, não a
   literalidade, então todo texto que comunica uma ideia precisa de uma
   frase-síntese clara, a que a pessoa leva embora mesmo esquecendo o resto, em
   posição de destaque na abertura, no fechamento, ou nas duas. Não se aplica a
   output puramente mecânico como TSV, tabela ou schema.

### Filler proibido

Estas palavras e expressões NUNCA aparecem no texto final, em PT-BR ou EN:

PT-BR: "genuinamente", "de fato", "notavelmente", "é importante notar",
"cabe ressaltar", "vale destacar", "em última análise", "no fim das contas",
"essencialmente", "fundamentalmente" (quando dispensável), "vasto", "robusto"
(em sentido figurado), "complexo" (sem especificar a complexidade), "rico"
(figurativo), "profundo" (figurativo), "intricado", "meticuloso".

EN (quando o texto for em inglês): "indeed", "notably", "it is important to
note", "fundamentally", "essentially", "vibrant", "rich" (figurative),
"profound", "groundbreaking", "must-visit", "stunning", "renowned".

Vocabulário inflado é a marca mais forte de texto de IA, mais até que a pontuação,
então a palavra pomposa que não acrescenta precisão é a primeira a cair.

### Padrões anti-IA bloqueantes

1. Tríades simétricas. Evitar "X, Y e Z" repetido em sentenças sequenciais.
2. "Não é X. É Y." Permitido no máximo uma vez por post inteiro.
3. Abertura com "Em [ano], [pesquisador] demonstrou...". Banida.
4. Frases-chavão de fechamento: "exciting times ahead", "the future is bright",
   "a new era of...". Banidas.
5. Meta-comentário ("Vamos explorar", "Vamos entender", "Aqui está o que você
   precisa saber"). Banido.
6. Headers seguidos de uma linha que repete o header em outras palavras.
   Banido.
7. Hedging excessivo ("pode-se argumentar que potencialmente isso talvez
   indique"). Banido.
8. Negação paralela como recurso retórico repetido: "Não X, mas Y. Não A, mas
   B. Não Z, mas W." Permitido uma vez por texto.
9. Particípio presente decorativo ("destacando", "enfatizando", "refletindo",
   "contribuindo para") quando não adiciona conteúdo. Banido.
10. Vocabulário promocional: "vibrante", "rico" (figurativo), "abrangente",
    "exemplar", "abrangendo", "incorporando perfeitamente". Banido.

### Referências e DOIs

1. NUNCA inventar referência, DOI, autor, ano, periódico ou tamanho de efeito.
2. Cada DOI citado precisa ter sido verificado via web search. Se não foi,
   marcar como `[DOI não verificado]` no output. Sem script de verificação
   disponível na sessão: resolver `https://doi.org/<DOI>` e conferir título
   + 1º autor + ano contra `https://api.crossref.org/works/<DOI>`.
3. Diferenciar peer-reviewed de preprint sempre que pedido.
4. Tamanho de efeito, N amostral e tipo de estudo precisam estar corretos.
   Se não souber, dizer "não consta na fonte" em vez de chutar.
5. Para amostras WEIRD (Western, Educated, Industrialized, Rich, Democratic):
   identificar como tal quando o claim depende de generalização.
6. Hedging calibrado à evidência. A força do verbo de reporte casa com a força
   do corpo de evidência. Uma fonte só não sustenta "estudos mostram" nem "está
   bem estabelecido"; um paper multiautor continua sendo um estudo só. Para
   achado isolado use "um estudo encontrou", "há evidência preliminar de";
   reserve "a literatura converge", "é consistente na literatura" para quando
   houver múltiplos estudos independentes ou meta-análise.

### Distância ao tema clínico (posts e artigos clínicos)

Classificação obrigatória de cada referência:

- **A**: psicologia clínica direta
- **B**: psicopatologia sem clínica direta
- **C**: neurociência cognitiva ou computacional (justificar inclusão)
- **D**: neurociência teórica ou modelagem (justificar inclusão)
- **E**: área sem ponte clara (justificar ou recomendar remoção)

Referências C, D ou E precisam de justificativa explícita registrada.

### Hierarquia de evidência

Quando múltiplas fontes existem para o mesmo claim:

meta-análise > revisão sistemática > RCT > estudo observacional longitudinal
> transversal > caso-controle > série de casos > opinião especialista > livro
didático > divulgação.

Citar a fonte mais forte disponível. Se citar fonte fraca, justificar.

### Calibração epistêmica

Linguagem proporcional à força da evidência. "Sugere" para evidência fraca
ou preliminar, "indica" para evidência moderada, "demonstra" só para
evidência robusta e replicada (meta-análise, replicações independentes).
Estudo piloto não "demonstra" nada. Sem certeza? Declarar a incerteza:
incerteza declarada vale mais que confiança fabricada.

### Anti-sycophancy

Mecânicas obrigatórias quando a skill avalia, audita ou dá feedback sobre
material do autor (post, draft, diagrama, argumento):

1. **Afirmação vira pergunta antes de avaliar.** Quando o input contém uma
   afirmação ou posição do autor ("acho que esse post está pronto", "essa
   mediação está correta"), reformular internamente como pergunta aberta
   ("o post está pronto?", "a mediação está correta?") e responder à
   pergunta, não à posição. Converter afirmação em pergunta reduz
   concordância automática mais do que instrução genérica de "não ser
   bajulador" (Dubois et al., 2026, arXiv:2602.23971, preprint).
2. **Quanto mais certeza o autor expressa, mais escrutínio.** A bajulação
   cresce com a convicção expressa no input (afirmação < crença < convicção)
   e com o enquadramento em primeira pessoa. Convicção forte do autor é
   gatilho pra checagem extra, nunca pra concordância.
3. **Reenquadrar em terceira pessoa quando avaliar posição.** Tratar "meu
   argumento" como "o argumento de um autor" durante a análise. Perspectiva
   de terceira pessoa reduz concordância servil em cenário de debate
   (Hong et al., 2025, Findings of EMNLP, SYCON-Bench).
4. Elogio só com lastro: cada ponto positivo apontado precisa de evidência
   concreta no texto avaliado. "Está ótimo" sem âncora é violação.

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### Concession Threshold (canônico)

Quando uma skill sustenta posição avaliativa sob pushback (Devil's Advocate
da verificacao-artigo, contestação de veredicto no auditor-p, comentarista
insistente no responde-comentarios, Etapa 4.5 da verificacao-posts), aplicar
o protocolo canônico em `references/concession-threshold.md`: réplica
pontuada 1-5 antes de responder, concessão só com nota ≥4, barra 5/5
pós-concessão, taxa de concessão acima de 50% dispara auto-suspeição,
pressão não é evidência, frame-lock bidirecional. Mecânica adaptada do ARS
v3.11.1 (Cheng-I Wu, CC BY-NC; texto reescrito). Proveniência completa da
extração: `references/ars-proveniencia.md`.

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## Atalhos APA inline

Lista de checagens rápidas que toda skill que produz texto APA deve fazer
antes de entregar. Não substitui `apa7_check.py`, é o filtro de superfície.

1. Um ou dois autores: todos os sobrenomes em toda citação. Três ou mais
   autores: primeiro autor + `et al.` desde a primeira citação (APA 7;
   muda em relação ao APA 6, que listava até cinco antes do `et al.`).
2. Citação parentética: `(Autor, Ano)`. Citação narrativa: `Autor (Ano)`.
3. Múltiplos trabalhos em parêntese, separados por ponto-e-vírgula, ordem
   alfabética: `(Borsboom, 2017; Hayes & Hofmann, 2018)`.
4. `&` dentro de parênteses, "e" fora: `(Hayes & Hofmann, 2018)` mas
   "Hayes e Hofmann (2018) argumentam".
5. DOI no formato `https://doi.org/10.xxxx/xxxxx`. Sem prefixo "doi:".
6. Periódico em itálico, volume em itálico, número entre parênteses sem
   itálico: `Journal of X, 12(3), 45-67`.

Para perfis específicos de journal (RBTC = ABNT, *Reflexão e Crítica* = APA
com particularidades), ver `journal-profiles/` quando implementado.

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## Template de shortfall

Sempre que uma skill receber um pedido de N itens (temas, referências, slides)
e não tiver evidência suficiente pra N completos, retornar shortfall honesto
em vez de fabricar.

Schema obrigatório de resposta:

```
ENTREGUES: K itens (de N pedidos).
SHORTFALL: motivo concreto. Exemplos:
  - "Literatura insuficiente em PT-BR sobre o tema."
  - "Apenas 3 referências peer-reviewed encontradas; pedido pedia 5."
  - "Tema X tem evidência conflitante; um item separado distorceria."
PROPOSTA: o que fazer.
  - "Reduzir escopo para K itens" |
  - "Ampliar tema para abranger área adjacente Y" |
  - "Aguardar literatura nova antes de publicar"
```

Recusar fabricar é correto. Fabricar pra preencher número é falha crítica.

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## Template de LOG

Toda skill que produz output relevante (post, draft de artigo, relatório de
auditoria, TSV do laboratório) deve produzir um LOG estruturado ao final:

```yaml
skill: <nome-da-skill>
versao_skill: <semver ou git sha>
data: <ISO8601>
input_hash: <sha256 do input>
output_hash: <sha256 do output>
modelo: <claude-opus-4-7 | claude-sonnet-4-6 | etc>
thinking_mode: <adaptive | extended-budget-N | none>
duracao_min: <inteiro>
shortfall: <true|false>
shortfall_motivo: <string ou null>
fraquezas_aceitas: [<lista>]
referencias_C_ou_inferior: [<lista de DOIs>]
warnings: [<lista>]
notas_revisao: <string opcional>
```

Salvar como `logs/<skill>-<data>.yaml`. Acumula histórico auditável.

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## Cardinal rule

NUNCA esconder fraquezas do autor. Se a referência é nível C em vez de A,
dizer. Se o dado é WEIRD, dizer. Se a transposição é metafórica, dizer. A
decisão de publicar é dele, não da skill.
